Para evitar o game over


Por Equipe O Samba.net /// “Uma bateria com andamento e convenções executadas com precisão, guiada pela batuta do mestre em pleno curral da Sapucaí”. Pareceu confuso? Ou claro que não, foi até fácil demais de entender? O livro  “Da Candelária à Apoteose”, publicado no site da Liesa (http://liesa.globo.com), tem um pequeno glossário do samba para quem quer se familiarizar um pouco mais com os termos da avenida.

PEQUENO GLOSSÁRIO DO SAMBA

ABRE-ALAS – Elemento alegórico que abre o desfile de uma Escola de Samba.

ACABAMENTO – Detalhes de finalização artística dos carros alegóricos ou fantasias.

ACOPLAGEM – Mecanismo utilizado para que um carro alegórico seja dividido em duas ou mais partes
através de engate.

ADERECISTA – Profissional responsável pelo acabamento de detalhes dos elementos alegóricos.

ADEREÇOS – Alegorias de mão.

ALA – Conjunto de sambistas que fantasiados ou uniformizados compõem o cortejo carnavalesco de
uma Escola de Samba.

ALEGORIA – É a composição visual que, juntamente com a fantasia, ajuda ao desenvolvimento do enredo.

ANDAMENTO – É a velocidade com que é executado um trecho musical.

APOTEOSE (PÇA.) – Parte final da Passarela do Samba onde estão localizados os setores 6 e 13 (populares).

ARMAÇÃO – Área ou ato de arrumar e organizar a Escola para entrar na avenida.

ATELIÊ – Local onde se concentra a confecção das fantasias.

ATRAVESSAR – É quando não há um entrosamento perfeito entre o canto da Escola.

BAIANAS – Ala obrigatória composta, geralmente, por senhoras da comunidade com vestimenta baseada
nas baianas de terreiro.

BALUARTES – As personalidades mais importantes de uma Escola de Samba. Representam o sustentá-
culo das tradições da agremiação.

BAQUETAS – Varetas lisas utilizadas para tocar instrumentos de percussão.

BARRACÃO – Local onde os elementos alegóricos e algumas fantasias são confeccionados.

BATUTA – Bastão utilizado pelos antigos Mestres de Baterias para marcar os compassos e andamentos
do samba.

BOXE – O mesmo que recuo. Local designado para a permanência da bateria durante o desfile da agremiação.

BURACO – Espaço maior que o desejável entre grupos de componentes de uma mesma ala ou de alas
distintas, permitindo a visão do chão da avenida.

CABROCHA – Mulata jovem e brejeira que, geralmente, pertence a comunidade da Escola.

CADÊNCIA – Repetição de sons e movimentos de maneira regular; ritmo.

CARNAVALESCO – A pessoa que, na maioria dos casos, é responsável pela escolha do tema-enredo,
fantasias e elementos alegóricos de um desfile.

CARRO – Forma simplificada utilizada para se referir aos carros alegóricos.

CARROS ALEGÓRICOS – Grandes alegorias montadas sobre chassis que ajudam a desenvolver o enredo.

CARRO DE SOM – Elemento responsável pela expansão do som tanto dos intérpretes quanto dos instrumentistas.

“CARVALHÃO” – Guindaste utilizado para colocar os Destaques sobre os seus respectivos suportes nos
carros alegóricos.

CHAPELEIRO – Profissional que confecciona os chapéus e os adereços de cabeça.

COMPONENTE – Partícipe e colaborador de um desfile de Escolas de Samba.

COMPOSIÇÃO ALEGÓRICA – Personagem de um carro alegórico que ajuda a passar a ideia central do tema.

COMPOSITORES – Autores dos sambas das Escolas.

CONCENTRAÇÃO – O mesmo que armação.

CONVENÇÃO – Desenho melódico produzido por instrumento de percussão.

CURRAL – O mesmo que boxe ou recuo de Bateria.

DESFILE – Apresentação da Escola na avenida, do primeiro ao último componente.

‘DESCER’ – Quando uma Escola de Samba é rebaixada de grupo.

DESTAQUE – Figura que se destaca em um desfile de Escola de Samba pelo luxo, originalidade ou notoriedade.
Pode vir no chão ou sobre carros Alegóricos.

DIRETOR DE HARMONIA – Principal responsável pelo bom andamento do desfile. (canto, animação,
evolução e harmonia do desfile).

DIRETORIA – Conjunto formado pelos diversos diretores de uma agremiação.

DISPERSÃO – Saída dos componentes e elementos alegóricos da pista de desfile.

EMPURRADOR – Componente responsável pelo deslocamento dos elementos alegóricos sobre rodas.

ENSAIO TÉCNICO – Eventos pré-carnavalescos realizados no sambódromo para os ajustes finais antes
da apresentação oficial.

ESPLENDOR – Adorno costeiro que compõem algumas fantasias. Também chamado de resplendor.

ESTANDARTE – Bandeirola geralmente estreita e comprida que ajuda a ilustrar o Enredo.

FERREIRO – Profissional que executa a parte de ferragem dos carros alegóricos.

FIGURANTE – É o componente de um desfile de Escola de Samba.

GRITO DE GUERRA – É o pequeno discurso pronunciado pouco antes da Escola iniciar sua apresentação
com o objetivo principal de animar os componentes.

INVASÃO DA PISTA – Ocorre quando penetras e bicões permanecem na pista de desfile, com ou
sem credencial.

IÔIÔ – Diz-se das agremiações que não conseguem permanecer em um determinado grupo, oscilando
momentos de acesso e descenso.

LIGA – É a LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba).

MACETA – Vareta de madeira com revestimento em uma das pontas utilizada para tocar surdo.

MADRINHA DE BATERIA – Figura feminina que vem a frente da Bateria exaltando e inspirando os
ritmistas.

‘MERCHANDISING’ – Estratégia de propaganda feita através de menção ou aparição de um produto,
serviço ou marca.

MESTRE DE BATERIA – É o ‘comandante’ principal da Bateria.

OURIÇO – Expressão própria utilizada por alguns intérpretes (puxadores) para agitar e animar um desfile.

PANDEIRISTA – Passista exímio tocador de pandeiro, com o qual realiza acrobacias.

PANO-DA-COSTA – Tecido que cobre parte do corpo das componentes da ala das baianas, a partir de
um dos ombros.

PARADINHA – Convenções rítmicas caracterizadas pela interrupção da batida dos instrumentos da Bateria.

PASSISTA – Componente que samba com muita maestria e tem muito ‘samba no pé’.

PASSO MARCADO – É a dança realizado por um grupo ou ala caracterizada pela uniformidade de movimentos, geralmente mais lentos.

PASTORA – Como eram conhecidas as antigas componentes que desfilavam nas laterais das alas.

PEDE-PASSAGEN – É o Abre-Alas. Geralmente é menor que um carro alegórico.

PUXADOR – É o(a) intérprete do samba-enredo.

QUEIJO – Suportes onde desfilam os Destaques nos carros alegóricos ou tripés.

RAINHA DE BATERIA – Ver Madrinha de Bateria.

RECUO – Local na pista determinado para que a Bateria permaneça sem avançar.

RITMISTA – São os componentes que tocam os instrumentos na Bateria.

SAMBA MARCHEADO – É quando o samba-enredo apresenta andamento característico de marcha.

SANTO ANTONIO – Apoio de mão para dar equilíbrio aos Destaques que saem nos carros alegóricos, geralmente sobre os queijos.

SUBIR – É quando a Escola de Samba ascende de Grupo.

‘SUINGUE’ – É a ginga, o balanço produzido pelo som da Bateria.

TALABARTE – Correia para prender os instrumentos mais pesados ou a bandeira na Cintura da Porta-Bandeira.

TRIPÉ – Pequena alegoria sobre rodas.

VELHA GUARDA – Ala composta pelos componentes mais antigos ou tradicionais da Escola.

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